25 dezembro 2013

Número de famílias em dificuldade têm vindo a aumentar
Cáritas Interparoquial apoia 800 pessoas em Castelo Branco

A Cáritas Interparoquial de Castelo Branco dá atualmente apoio a 368 famílias, totalizando 800 pessoas, mais 380 do que há um ano atrás.
Por outro lado, a Cruz Vermelha Portuguesa está neste momento a apoiar uma centena de famílias, só na cidade de Castelo Branco.
“Os números nunca foram tão altos. Este é o número mais elevado que atingimos”, refere a presidente da direção da Cáritas Interparoquial, que integra as três paróquias de Castelo Branco.
Fátima Santos explica ainda que a Cáritas fornece 92 refeições diárias, quando a capacidade máxima é de 100 refeições por dia.
“Nas cantinas sociais não temos ninguém em lista de espera. As cantinas são uma resposta para quem precisa efetivamente e esses beneficiários são acompanhados com regularidade”, referiu a responsável.
As refeições são confecionadas nos dois pólos da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), a Câmara de Castelo Branco disponibiliza uma viatura e um motorista para o transporte das refeições e os voluntários da Cáritas fazem a distribuição porta a porta.
Fátima Santos refere que antes de surgir o programa de apoio da Segurança Social, a parceria entre a Cáritas, Câmara de Castelo Branco e APPACDM, “já existia, desde março de 2011, num molde diferente, mas muito bem pensado”.
A Cáritas, além de prestar apoio alimentar às famílias mais necessitadas, ajuda a pagar algumas despesas essenciais, como a energia elétrica, gás, água ou até a renda de casa.
“Pontualmente pode haver outros apoios, mas fundamentalmente são nestes que nos focamos, porque numa sociedade para as pessoas viverem com dignidade têm que ter acesso a estes serviços”, disse.
A presidente da Cáritas sublinha ainda que há uma “nova realidade” em Castelo Branco.
Afeta sobretudo, pessoas “que tinham uma vida normal e que devido ao desemprego caíram numa situação de pobreza envergonhada”.
Para a responsável da Cáritas, esta é uma situação que “dói muito. Preocupam-me estas pessoas, porque não há respostas para elas. O que podia valer a essas pessoas era um emprego, mas isso não podemos dar, infelizmente”.
Fátima Santos refere ainda que neste momento, “as pessoas que estão a viver pior são os beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), porque as prestações baixaram muito”.
A Cáritas faz regularmente cruzamento de dados com outras instituições e tem um conjunto de critérios para os pedidos de ajuda.
“Temos que seguir alguns critérios porque temos que dar a quem mais precisa”, disse aquela responsável.

Cruz Vermelha
apoia 100 famílias
Outra instituição que está a prestar apoio aos mais necessitados é a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP).
A Delegação de Castelo Branco presta atualmente apoio a 100 famílias da cidade.
Rita Sousa, responsável pelo Espaço Solidário, local onde se distribuem alimentos e roupas pelas famílias carenciadas, refere que se nota um aumento no número de pessoas que recorrem à Cruz Vermelha.
“Neste momento um dos critérios que assumimos é o de apoiar só pessoas da cidade de Castelo Branco, porque de outra forma não conseguíamos fazer face aos pedidos de ajuda”, refere a assistente social.
E, tal como a presidente da Cáritas, Rita Sousa reafirma, que aparecem pessoas a pedir ajuda na Cruz Vermelha que “tinham uma vida normal, mas que perderam o emprego e não conseguem fazer face às despesas diárias mais básicas”.
“O pobre ou carenciado antes da crise, era aquela pessoa que era olhada como um coitado ou como alguém que não tinha capacidades. Hoje isso mudou e as pessoas sabem que é uma situação na qual qualquer um pode cair”, conclui a assistente social da Cruz Vermelha.
Carlos Castela

24/12/2013
 

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