EM CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SEMPRE acusa Câmara de perder 35 milhões de euros de financiamento
O SEMPRE – Movimento Independente acusa a Câmara de Castelo Branco de ter perdido 35 milhões de euros de investimentos.
Luís Correia recordou, em conferência de Imprensa realizada esta segunda-feira, 31 de março, que “o Município de Castelo Branco foi reconhecido pela sua capacidade em captar financiamentos que alavancavam todos os investimentos feitos por si”, sublinhando que “estes investimentos representavam dois aspetos positivos. Em primeiro lugar, a concretização de investimentos de forma apoiada que permitiam concretizar o desenvolvimento do nosso Concelho. Em segundo lugar, estes financiamentos permitiam aumentar os investimentos, dado que possibilitam a libertação de recursos próprios, para fazer mais ainda”.
O líder do SEMPRE realça que “captar investimentos era conseguido, porque o Município tinha a capacidade, não só dos captar, mas também porque tinha a capacidade de concretizar os investimentos a que se propunha” e conclui que “foi, aliás, desta forma que o Município conseguiu alcançar a posição financeira positiva que o caracteriza”.
Luís Correia realça, no entanto, que, “infelizmente, este executivo desbaratou, em pouco tempo, todo este capital de prestígio, que muito contribuía para a captação acrescida destes apoios”.
Tudo isto para avançar que “na análise que fizemos, concluímos que só neste mandato o executivo socialista perdeu 35 milhões de euros de apoios”.
Como exemplo dá os bairros digitais, para afirmar que “foram dois milhões de euros perdidos e que poderiam alavancar a economia do Concelho e apoiar em muito o comércio tradicional”.
Luís Correia recorda também que, “no início deste mandato, o Município de Castelo Branco viu aprovado um projeto estruturante para Castelo Branco, nomeadamente o Regadio a Sul da Gardunha”, para mais à frente referir que “sem qualquer justificação concreta, o executivo prescindiu deste financiamento”. A isto acrescenta que “já este ano, o Governo apresentou um programa intitulado A água que nos une, com investimentos consideráveis por todo o País, nomeadamente em barragens, regadios, entre outros”, alertando para “investimentos de milhões em concelhos vizinhos e Castelo Branco viu-se excluído, não obtendo qualquer valor para um setor como a água, tão importante para o nosso futuro”. Por isso, Luís Correia defende que, “na verdade, quem toma posições como o facto de prescindir de um investimento, sem qualquer justificação, só pode contribuir para o descrédito junto das instituições, perdendo, assim, capacidade para captarmos apoios para projetos estruturantes” e concluir que, “assim, Castelo Branco perdeu 15 milhões de euros”.
Igualmente no centro das atenções esteve a habitação a custos acessíveis. Uma matéria em relação à qual Luís Correia recordou que “em dezembro de 2023 foi aprovada a Estratégia Local de Habitação pelo Município de Castelo Branco e no mesmo mês foi igualmente assinado entre o Instituto de Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) o protocolo de cooperação para projetos de habitação a custos acessíveis, que previam um investimento em 14 projetos, no valor de cerca de 21 milhões de euros, no Concelho de Castelo Branco. Financiamento Plano de recuperação e Resiliência (PRR)”. Acrescenta que “no mesmo mês era anunciado, na Imprensa, que Castelo Branco queria investir 46,5 milhões de euros com a Estratégia Local de Habitação, onde se incluía o valor de 21 milhões de euros do protocolo com o IHRU”.
Luís Correia realça que “estes projetos de 21 milhões de euros teriam que estar concluídos até março de 2026”, para denunciar que “dos 14 projetos sabemos que estão em execução apenas um prédio de habitação coletiva na Carapalha e três habitações unifamiliares na Zona do Castelo, que perfazem cerca de 2,5 milhões de euros. Únicos possíveis de concluir dentro do prazo”, pelo que, conclui, que “se percebe que os restantes projetos, não estando em execução, não se concretizarão dentro do prazo e que, assim, se perderá um financiamento de 18,5 milhões de euros”.
António Tavares