Edição nº 1879 - 22 de janeiro de 2025

João Belém
ESPERANÇA….

A esperança é uma arma poderosa e nenhum poder no mundo
pode privar-te dela.
Nelson Mandela 

A esperança é uma das virtudes humanas mais fascinantes e desafiadoras. Ela transcende as nossas adversidades, impulsiona os nossos sonhos e sustenta os nossos corações nos momentos mais difíceis. Enquanto sentimento, a esperança é a centelha que ilumina os caminhos incertos da vida, dando-nos forças para continuarmos mesmo diante de desafios aparentemente intransponíveis.
Mais do que uma emoção, é uma escolha que define a maneira como nos relacionamos com o futuro.
A esperança não é passiva. Apesar de, por vezes, ser vista como uma espera silenciosa por algo melhor, ela exige uma postura ativa de quem a cultiva. Quando mantemos esperança, podemos imaginar possibilidades, planejar mudanças e agir em direção ao que desejamos alcançar. Nesse sentido, ela é um motor que move a vontade humana, ao mesmo tempo que é um antídoto contra o desespero e a resignação.
Grandes líderes e pensadores da humanidade evocaram a esperança como uma ferramenta de mudança. Martin Luther King Jr., por exemplo, pregava a esperança de um mundo mais justo em relação à segregação racial. Essa esperança coletiva, compartilhada por milhões, tornou-se a base para movimentos revolucionários. Assim, a esperança deixa de ser apenas individual e transforma-se num fenómeno social poderoso.
O Papa Francisco refere que “Costuma dizer-se «aguarda e espera» - de tal modo que no vocabulário espanhol a palavra esperar tanto significa esperar como aguardar -, mas a esperança é sobretudo a virtude do movimento e o motor da mudança: é a tensão que une memória e utopia para construir realmente os sonhos que nos aguardam. E se um sonho enfraquece, é necessário voltar a sonhá-lo, sob novas formas, consultando com esperança as brasas da memória “
Nas comemorações, em 2018, do centenário do nascimento de Nelson Mandela, nas Nações Unidas a presidente da Assembleia Geral da ONU, a equatoriana María Fernanda Espinosa sublinhou, no discurso de abertura, que “Foi um líder que ensinou que é possível perdoar, que é possível que a reconciliação e a paz prevaleçam sobre o ódio e a vingança”,
Ao sublinhar o seu legado, a mesma responsável referiu que era uma “luz de esperança para um mundo dilacerado pelos conflitos e pelo sofrimento”.
Resumindo, a esperança é, em última instância, um ato de fé naquilo que ainda não se pode ver ou tocar, mas que é possível construir. Ela é, talvez, a essência do que significa ser humano: acreditar na capacidade de mudar, de crescer e de sonhar. Em tempos de crise, a esperança não é apenas desejável; é essencial. Afinal, é ela que nos lembra que, mesmo diante das maiores dificuldades, sempre há a possibilidade de um novo começo.
Assim, cultivar a esperança é um ato de coragem, uma declaração de resistência e um convite para transformar o mundo num lugar melhor.

22/01/2025
 

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