ORGANIZADO PELA JUNTA DE FREGUESIA DE CASTELO BRANCO EM PARCERIA COM O VÁATÃO
Festti termina em festa
O Festti 24.25 – Festival de Teatro para Todas as Idades, organizado pela Junta de Freguesia de Castelo Branco, em parceria com o Váatão – Teatro de Castelo Branco, terminou na noite da passada sexta-feira, 17 de janeiro, com o Grupo de Intervenção Cultural da Covilhã (GICC) – Teatro das Beiras, a levar à cena, no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, a peça A Festa, de Spiro Scimone, com encenação de Maria João Luís e interpretação de Miguel Brás, Miguel Henriques e Susana Gouveia.
Recorde-se que o Festti teve início no dia 7 de dezembro de 2024, com o Váatão a levar à cena, nos Lentiscais, a peça Juro Que Te Quero Bem, que repetiu no dia seguinte, 8 de dezembro, na Taberna Seca. Depois, ainda em dezembro, dia 16, no Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) de Castelo Branco, teve lugar uma exibição tripla, para os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico dos agrupamentos de escolas de Castelo Branco, com o espetáculo de teatro infantil O Natal de Dom Roberto, pela Companhia Bonecos de Almar.
Já este ano, dia 11 de janeiro, na Praça Velha, em Castelo Branco, o Váatão levou à cena a peça De Dia Não Se Veem As Estrelas, enquanto na passada sexta-feira, 17 de janeiro, foi a vez do GICC – Teatro das Beiras subir ao palco do Cine-Teatro Avenida, com A Festa.
O presidente da Junta, José Dias Pires, relembra que “começamos por levar o teatro às comunidades rurais. Depois trouxemos o teatro às comunidades juvenis das escolas e hoje concluímos com uma oferta que é feita para a comunidade geral, para as pessoas da cidade, que completa a iniciativa anterior, feita na semana passada, com o teatro na Praça Velha”.
José Dias Pires afirma que o retorno recebido do Festti “é muito positivo” e avança que “sabíamos que era importante levar esta forma de expressão cultural do teatro à comunidade Albicastrense”, uma vez que, salienta, “há muito tempo que não tínhamos um festival de teatro. Que me lembre, o último aconteceu por volta dos finais anos 70. Desde aí até agora, organizado de forma sistemática e contínua, uma estrutura de trabalho teatral apresentada nas várias vertentes, do teatro infantil ao teatro para as pessoas mais crescidas, não tinha acontecido em Castelo Branco”, para concluir que “conseguimo-lo fazer este ano, com a parceria com o Váatão, e concluímos hoje com o GICC, com esta peça, A Festa.
Questionado quanto à esperança que recai sobre o teatro, José Dias Pires garante que “os sinais são de esperança. Temos na comunidade Albicastrense uma presença permanente do Váatão, que é uma associação, que é um projeto teatral, que é um projeto cultural que recupera simultaneamente três vertentes, que são o teatro infantil, o teatro infantojuvenil e o teatro que representa a memória popular e ainda o teatro encenado com base em textos específicos, em textos de grandes autores. Depois temos ainda o projeto da Terceira Pessoa. Portanto o teatro é uma presença ativa, constante, dinâmica, que enriquece, e muito, a comunidade Albicastrense”.
Quanto a organizar um festival como o Festti, assegura que “faz sentido levar o teatro num festival como este, porque nós sabemos que as pessoas estão apetentes em ver este tipo de atividades culturais, e nós, mais do isso, sabemos que é importante trazer às pessoas a maneira como é possível interpretar as histórias, a literatura, as mensagens, o pensamento e reflexão sobre a nossa vida, quer sobre a vida mais simples, mais comum, mais bem-disposta, que é aquela que nós fazemos para o teatro infantil, quer todo o trabalho que fala com os problemas das pessoas, com os problemas da vida e da sociedade, que é o que acontece hoje com o GICC - Teatro das Beiras, quer ainda com o teatro clássico, como fizemos na Praça Velha”.
José Dias Pires sublinha ainda que “esta edição do Festti termina em festa e é principalmente nesta ideia de Festival de Teatro para Todas as Idades que procuramos, através das crianças, convidar os pais e os avós. Um convite irrecusável, venham com os netos ou através dos netos, ou pelos netos, ou incentivados por eles ao teatro, porque o teatro é uma manifestação cultural que vale muito a pena”.
António Tavares