Edição nº 1876 - 1 de janeiro de 2025

FESTEJADOS COM ENTREGA DE MEDALHAS, PROJETOS DE OBRAS E INVESTIMENTOS
Serviços Municipalizados comemoram 80 anos

Os Serviços Municipalizados de Castelo Branco (SMCB) completaram 80 anos no dia 20 de dezembro. A data foi assinalada no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB), numa cerimónia em que foram entregues medalhas a cerca de 60 trabalhadores dos SMCB com 25 ou mais anos de serviço, como forma de reconhecimento, esforço e dedicação.
Na sessão de abertura, a administradora Sónia Mexia reconheceu que o 80.º aniversário é um “marco significativo” para esta instituição que já enfrentou várias transformações e adaptações, mas que “manteve sempre a essência: servir com dedicação, qualidade e responsabilidade”.
Sónia Mexia adiantou que os SMCB apresentam um “legado de compromisso com a comunidade e de investimentos contínuos”, tendo em vista os desafios do futuro, como as alterações climáticas, as exigências legais europeias e a transformação digital.
Informou também que, no seguimento das comemorações, durante o próximo ano (2025) serão feitas diversas iniciativas, “estreitando os laços com a comunidade”, entre as quais a realização de uma exposição sobre a história dos SMCB e ações de sensibilização.
Maria José Batista, mandatária da comemoração do 80º aniversário, afirmou que “os Serviços Municipalizados de Castelo Branco têm uma vida longa, mas não envelheceram”, antes pelo contrário, acompanharam a evolução dos tempos e modernizaram-se, através da adoção de sistemas tecnológicos, como o programa AQUAmatrix ou a aplicação myAqua.
A ex-administradora dos SMCB enumerou alguns dos trabalhos construídos e renovados ao longo destes 80 anos e avançou com números, dando como exemplo os 829 quilómetros de redes de água, 428 quilómetros de redes de saneamento e 116 quilómetros de redes separativas.
Por seu lado, o presidente da Câmara de Castelo Branco e do Conselho de Administração dos SMCB, Leopoldo Rodrigues, deu os parabéns e elogiou os trabalhadores dos Serviços Municipalizados, que “resolvem problemas, às vezes de forma quase invisível, a qualquer hora do dia e da noite”.
Leopoldo Rodrigues frisou vários investimentos feitos durante este mandato, como a renovação da frota automóvel, tendo já sido adquiridas 10 novas viaturas, ligeiras e pesadas; a construção de dois locais de abastecimento com a utilização da água dos poços para fins múltiplos, no Cansado e na Quinta das Pedras, que “já serviram os Bombeiros em duas situações de incêndio”, utilizando “recursos naturais que, de outra forma, não seriam utilizados”; um conjunto de intervenções “de grande dimensão e grande impacto”; os melhoramentos na Quinta da Carapalha, um investimento de cerca de quatro milhões de euros, a iniciar no próximo ano (2025); a reabilitação e conservação da Rua de S. Tiago, um investimento de cerca de um milhão de euros, a renovação das infraestruturas nas ruas dos Combatentes da Grande Guerra e dos Bombeiros Voluntários, um investimento de 400 mil euros; a requalificação do Canal da Avenida de Zhuhai, um investimento de cerca de 650 mil euros, a começar no início do ano (2025), que tem como objetivo “a renaturalização daquele canal e resolver um problema de estrangulamento de águas no canal”; a renovação de infraestruturas na Rua de S. José, em Malpica do Tejo, um investimento de 161 mil euros, a renovação das colunas dos ramais de água nas localidades de Grade, Pousafoles, Paiágua e Paradanta, um investimento de 121 mil euros.
Leopoldo Rodrigues referiu, também, novos desafios a enfrentar no futuro que nos “devem fazer refletir” e “reverter o número de toneladas de lixo que levamos para aterros”. Atualmente, a Câmara de Castelo Branco paga 52 euros por tonelada de resíduos à Valnor, abaixo do custo de operação. Em 2025, esse valor vai subir para cerca de 86 euros por tonelada de resíduos a colocar em aterro.
As implicações que estes custos poderão ter nos clientes reforçam a importância do projeto de recolha de biorresíduos, efetuado pelos SMCB, que minimiza esta pegada. Trata-se de um programa “exemplar, reconhecido por várias entidades”, que começou pelos clientes não-domésticos, os grandes produtores, e já foi alargado aos clientes domésticos.
Leopoldo Rodrigues, focado nos 80 anos do SMAS, destacou ainda duas decisões estruturantes na sua história, que foram a construção da Barragem de Santa Águeda/Marateca, que permitiu assegurar de forma continuada o abastecimento de água ao Concelho de Castelo Branco, sendo que, atualmente, se estende a mais três concelhos, que são Vila Velha de Ródão, Idanha-a-Nova e Fundão; e o redimensionamento dos SMCB, com a integração de um conjunto de serviços que estavam na dependência da Câmara, que foram agregados aos Serviços Municipalizados e que “lhe deram robustez e uma outra dimensão”, melhorando, paralelamente, a eficiência.
Sobre o tema das barragens e das novas possibilidades e novos desafios, Leopoldo Rodrigues deixou claro que, “enquanto for presidente da Câmara, ninguém se atreverá a utilizar a água da Barragem de Santa Águeda/Marateca para rega, sem termos alternativas, pois recordamos bem os tempos em que Castelo Branco não tinha água e não podemos, em nenhuma circunstância, pôr em causa o abastecimento de água aos Albicastrenses”.

31/12/2024
 

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