João Belém
COMPROMISSOS E BOM SENSO
A vida é para a maioria dos homens um distante e secundário bem,
um compromisso contínuo entre o ideal e o possível.
Bertrand Russell
“Compromissos e bom senso” é uma expressão que reflete a necessidade de equilibrar responsabilidades com atitudes racionais e sensatas.
O compromisso envolve a responsabilidade de cumprir promessas e deveres, seja no trabalho, nas relações pessoais ou em outros aspetos da vida. O bom senso, por sua vez, implica em tomar decisões prudentes e equilibradas, considerando as circunstâncias e as consequências.
Quando se tem compromissos, o bom senso ajuda a avaliar prioridades, a tomar decisões justas e a agir de maneira ética, sem deixar de lado a flexibilidade necessária para ajustar os compromissos de forma equilibrada.
O equilíbrio entre ambos é essencial para manter uma convivência saudável e produtiva.
Conjugar compromissos com bom senso envolve encontrar um equilíbrio entre as suas responsabilidades e prioridades, enquanto se mantém atento às suas necessidades e limites pessoais.
Aqui estão algumas dicas para ajudar neste complexo processo:
1. Estabeleça prioridades: Nem todos os compromissos têm o mesmo nível de urgência ou importância. Use o bom senso para identificar o que deve ser feito primeiro, considerando o impacto de cada tarefa ou compromisso.
2. Aprenda a dizer não: Se um compromisso não se alinha com suas prioridades ou o sobrecarrega, considere a possibilidade de recusar com educação.
3. Comunique claramente: Se houver problemas ou mudanças que impeçam o cumprimento de um compromisso, use o bom senso para justificar.
4. Mantenha a flexibilidade: Às vezes, imprevistos acontecem. É importante ser flexível para ajustar compromissos quando necessário, sem perder de vista as suas responsabilidades.
5. Reserve um tempo para si mesmo: É fundamental ter momentos de descanso e autocuidado, que são essenciais para manter o bom senso no centro dos seus compromissos.
6. Cuide do seu bem-estar: O bom senso também envolve cuidar de si mesmo. Respeitar seus limites físicos e emocionais é importante para continuar a cumprir compromissos de forma saudável.
Seja qual for a tarefa que tenhamos em mãos devemos começar por definir o equilíbrio entre o urgente e o importante e depois decidir como avançar.
Muitas vezes concentramo-nos demasiado no “urgente e importante”, nas coisas que têm de ser resolvidas de imediato. E porque não parar um pouco para pensar quando iremos tratar das coisas importantes, mas que não são urgentes? Quando teremos tempo para tratar das tarefas importantes antes que se tornem urgentes? Este é o campo das decisões estratégicas e de longo prazo.
Por outro lado, há opções que se baseiam na nossa experiência, nos nossos valores e emoções (na mente e no coração). Mesmo que se chegue a uma conclusão pela intuição, não devemos confiar nela exclusivamente. Ela pode levar a julgamentos impulsivos e decisões precipitadas. Devemos usar primeiro a lógica e só depois a intuição para tomar e “sentir” a decisão certa.
Agir com equilíbrio entre compromisso e bom senso ajuda a manter a credibilidade e a satisfação tanto pessoal quanto nas relações com os outros.