COM CAPACIDADE PARA ABASTECER MAIS DE 60 MIL FAMÍLIAS
Penamacor inaugura central solar
A Central Solar Fotovoltaica do Cabeço Vermelho (CSFCV), situada no Concelho e Freguesia de Penamacor, foi inaugurada, dia 19 de setembro. A nova central tem uma área de implantação de 144 hectares, com uma potência instalada de 81,91 MWp e com capacidade de produzir 181,3 GWh de energia, suficiente para abastecer mais de 60 mil famílias e evitar a emissão de 42000 toneladas de CO2.
Já a Subestação Elevadora Nave da Mata recebe a energia produzida da CSF Cabeço Vermelho através de uma Linha Elétrica Aérea a 30 kV, com cerca de 2,7 quilómetros.
A interligação com a subestação do Ferro (REN SA) faz-se através de uma linha elétrica 220kV com 23,4km, construída pelo promotor, a qual foi integrada na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP).
Recorde-se que a PENTAGAB, Lda e a KGAL Gmbh & Co. KG, entidades parceiras no desenvolvimento da Central Solar Fotovoltaica do Cabeço Vermelho, criaram a empresa P2K Renováveis, Lda, com sede em Penamacor, especificamente para a construção da central solar e respetivas infraestruturas associadas, o que representou um investimento global de 80 milhões de euros.
O executivo da Câmara de Penamacor esteve presente na cerimónia com o presidente, António Luís Beites Soares, a vice-presidente, Ilídia Cruchinho, e o vereador, José António Ramos. Para António Luís Beites Soares há um compromisso do País e da Europa com o pacto verde para fazer face às alterações climáticas, pelo que “assim, é natural que estes projetos tenham que acontecer. O projeto que inauguramos aqui hoje, do ponto de vista paisagístico, não choca ninguém e, relativamente à tipologia, são solos fora da área do regadio e que, pela sua composição, não são os melhores para a componente agrícola. Assim reuniram-se as condições para o realizar no Concelho”.
António Luís Beites Soares acrescenta que “haverá outros, certamente, aqui e nos concelhos vizinhos, porque temos a perfeita noção da mais-valia económica e da atratividade que gera para os nossos territórios, além do potencial para o desenvolvimento económico da região” e conclui que “estou satisfeito, porque é um projeto importante. Quero deixar uma palavra às estruturas do Poder Central que também tiveram uma palavra a dizer sobre a viabilidade do projeto, que tem trazido e continuará a trazer mais-valias económicas ao Concelho”.