EM COMUNICADO
PSD denuncia “a saga da Barragem do Barbaído”
A Comissão Política de Secção do Partido Social Democrata (PSD) de Castelo Branco realça, em comunicado que “a Comunicação Social confirmou neste fim de agosto que a Barragem do Barbaído continua a sua saga”, com “muita conversa, zero concretização”.
Por isso os social democratas recordam “à população de Castelo Branco que a proposta eleitoral da sua construção constava no seu programa eleitoral das últimas eleições Autárquicas. O tema foi objeto de inúmeras intervenções dos seus candidatos que se comprometeram, caso eleitos, a concretizar essa promessa eleitoral e têm cumprido, ao longo dos anos, com o empenho máximo na insistência e no apoio, por todos os meios que lhes estão politicamente concedidos, à construção da Barragem”.
Destacam por outro lado, que “o Partido Socialista (PS) e o atual presidente da Câmara, apesar da Barragem do Barbaído também constar no seu programa, nada fizeram, embora tendo todas as condições necessárias para isso”, para concluir que “esta atitude é, mais uma vez, demonstradora do imobilismo, na inação e da incompetência da Câmara e do seu presidente”.
Acrescentam que “apesar de Leopoldo Rodrigues ter garantido por diversas vezes que o projeto era para avançar, e que só depois avançaria o Regadio de Santa Águeda/Marateca, até à data nada foi feito, nem sequer iniciado”.
Por isso consideram que “compete ao PSD relembrar que a Barragem do Barbaído é um projeto dos SMAS de Castelo Branco, que constava do pacote de obras e de investimentos que o Governo de José Sócrates propôs à Câmara de Castelo Branco como contrapartida para participar na criação do Sistema Multimunicipal Águas do Centro. Em 2002, em mais uma das ações de propaganda em que Sócrates foi exímio, fez a apresentação do projeto da Barragem no Cine-Teatro e, de seguida, no local do rio onde a barragem se construirá”.
Tudo para frisarem que “passaram 22 anos. O PS esteve na Câmara ininterruptamente desde então e no Governo em 17 desses 22 anos. Nada foi feito. Nada fizeram”.
Para o PSD “o despertar mágico da Barragem do Barbaído, entretanto enterrada nos papéis e dossiers, ocorreu quando se começou a falar do Regadio de Santa Águeda. Esse despertar mágico foi, em primeiro lugar, cívico, através de pessoas que, a propósito do Regadio, relembraram o que estava esquecido e era mais importante, a Barragem! O Certo é que até o tema do Regadio está a ser tratado com o maior secretismo, desconhecendo-se o ponto de situação do mesmo”.
Avançam ainda que “de repente, o PS a votos era contra o PS que estava na Câmara e toda a gente se deu conta pela Comunicação Social e não como era devido, que o PS da Câmara avançara para a construção do Regadio de Santa Águeda/Marateca que, pasme-se já teria inclusive a bênção do Governo de Costa. Isto sem se ter assegurado a água dos Albicastrenses, que agora até já é de mais três concelhos também, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão e Fundão. Pasmaram os Albicastrenses, pasmou o PSD, que nunca imaginou o quão necessária e urgente se tinha transformado a sua defesa da construção da barragem. De repente, a barragem passou a assunto prioritário. Já constava no programa eleitoral e de repente passou a ser uma das suas bandeiras políticas. Assim foi tratado pelos seus candidatos”.
Depois, avançam, “o PS ganhou a Câmara, em 2021. O que fez o Presidente Leopoldo? Passou três anos e nada fez. Rigorosamente nada. Conversa fiada, muita política de politiquice, mas ações estruturantes, nada”.
Para o PSD “é preciso construir a Barragem do Barbaído. Só depois o Regadio pode avançar, depois da Construção da Barragem do Barbaído e da sua interligação com a Barragem de Santa Águeda, tal como estava previsto desde 2001, no projeto de investimento assumido pelas Águas do Centro e pelo Governo”, pelo que defende que “o PSD não pode deixar passar esta inércia da Câmara e do seu presidente em concreto, esta falta de ação, este imobilismo e esta falta de visão política”. Motivos que levam o PSD a defender que “os Albicastrenses merecem mais. Merecem uma Câmara que lidere, que esteja com soluções à frente dos problemas, que promova o desenvolvimento regional e das suas gentes. Esta Câmara merece ser julgada”.