AMBIENTE
PSP remove produtos químicos perigosos da antiga ESALD
A Polícia de Segurança Pública (PSP) procedeu, na passada quarta-feira, 29 de maio, à remoção de produtos químicos perigosos das antigas instalações da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias (ESALD), na Rua de São Sebastião, em Castelo Branco.
A ação desenrolou-se porque no passado dia 27 de maio, segundo adianta a Polícia, “os elementos policiais da patrulha velocipédica da Esquadra de Castelo Branco, ao verificarem uma situação suspeita no arru-amento transversal à Rua do Relógio, encontraram uma quantidade elevada de produtos químicos perigosos na arrecadação do laboratório das antigas instalações da Escola de Saúde, que outrora funcionou na Rua de São Sebastião, em Castelo Branco”.
Acrescenta que “dadas as adiantadas condições de degradação daqueles produtos, alguns deles extremamente perigosos para as pessoas e para o ambiente e com elevado potencial para causar um acidente grave, caso fossem manuseados indevidamente, foram encetadas as diligências com o objetivo de remover os referidos produtos do local” e realça que “a Escola Superior de Saúde Lopes Dias disponibilizou-se imediatamente para receber e armazenar os produtos em questão e dar-lhes o tratamento ambientalmente adequado à sua inativação e destruição”.
Assim, dia 29 de maio, “os elementos da Equipa de Inativação de Engenhos Explosivos e Segurança em Subsolo da Unidade Especial de Polícia procederam ao acondicionamento e remoção dos produtos químicos existentes na arrecadação e no interior do laboratório, transportando-os seguidamente para as instalações da ESALD, onde ficaram armazenados em segurança”.
Para a realização desta operação, a Polícia “agradece e salienta o apoio prestado pela empresa Nunes & Nunes, de Castelo Branco, a qual removeu do local cinco bilhas de gás propano de 45 quilogramas que ainda continham gás e realizou os procedimentos de segurança e inativação das canalizações de gás, as quais se encontravam ainda ligadas e com gás no seu interior, situação que constituía igualmente uma situação de elevado risco”, bem como “o apoio dos Bombeiros de Castelo Branco, os quais se mantiveram vigilantes e prontos a intervir em caso de incidente que pudesse ocorrer durante as ações”.
Perante o sucedido a Polícia aproveita para “alertar para este tipo de situações, já que devido ao estado de prolongado abandono de alguns edifícios na zona histórica da cidade, poderão existir no seu interior materiais perigosos, ainda que aparentemente inofensivos, e cujo manuseio poderá causar perigo para a saúde das pessoas ou dar origem a um incidente grave. Caso seja verificada uma situação desse tipo, deverá ser alertada de imediato a Polícia ou a Proteção Civil para que sejam adotados os procedimentos mais seguros relativamente à situação em concreto”.