29 de maio de 2019

SECRETÁRIO DE ESTADO DEFENDE NO BIODIV SUMMIT
Colocar a biodiversidade no centro das políticas públicas é uma meta a atingir

O Biodiv Summit, que decorreu dias 22 e 23 de maio, no Centro de Ciência Viva da Floresta, contando com 30 oradores e mais de 150 participantes, teve como um dos principais objetivos, chamar a atenção para a importância da preservação e potenciação da biodiversidade.
Na sessão de encerramento, o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Miguel João de Feitas, afirmou que “nesta onda de choques que estamos a viver, o ecológico, o tecnológico, o cognitivo e o organizacional, aquilo que percebo é que a biodiversidade é o parente pobre de tudo isto que estamos a conversar. Isto é, nós olhamos para estas coisas e o que dizemos é que temos alterações climáticas, temos descarbonização, temos transição energética, temos robótica, temos transformação digital, temos tudo, mas normalmente não nos referimos à biodiversidade. E é isso que devemos começar a questionarmo-nos: se de facto estamos todos a fazer aquilo que é necessário pela biodiversidade”.
Na perspetiva do governante há um importante jogo de equilíbrios que é preciso realizar, analisando a velocidade e a complexidade dos assuntos e aliando as políticas de conservação às políticas de desenvolvimento, no sentido de “melhorar as políticas públicas para que possam olhar devidamente para a biodiversidade”. Para gerir os conflitos de interesse será necessário mais conhecimento e mais informação. Nesse sentido, o secretário de Estado revelou que em junho será apresentado um Observatório Nacional que junta três importantes eixos, que são “o eixo da luta contra a desertificação, o eixo das questões relacionadas com alterações climáticas e o eixo associado aos modos de produção sustentável e aos modos de alimentação sustentável. Estamos a construir essa infraestrutura de dados para que, acima de tudo, o futuro não seja um futuro de exclusões”.
Miguel João de Freitas relembrou igualmente a importante atividade dos laboratórios colaborativos e dos 20 centros de competências que existem a nível nacional, que podem ser usados nessa partilha de informação e de conhecimento e, em última análise, colocar a biodiversidade no centro das políticas públicas.
No final do Biodiv Summit, o presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo, fez um balanço “muito positivo da conferência. É inevitável que as temáticas que abordámos ao longo destes dois dias sejam tidas em consideração nas políticas públicas pois os números são efetivamente preocupantes. Mas também somos todos nós, como já referi, que temos que potenciar comportamentos mais em linha com a preservação do meio ambiente. Não há, de facto, planeta B, como alguém referiu”.
João Lobo agradeceu aos oradores e às empresas patrocinadoras do evento, sublinhando que “é com a construção de parcerias desta natureza que conseguimos apresentar eventos como o Biodiv Summit, que será para repetir no Dia Internacional da Biodiversidade em 2020”.

29/05/2019
 

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