8 de maio de 2019

PARA SE DEFENDER DOS ATAQUES QUE TEM SIDO ALVO
CDS/PP desafia Luís Correia a pedir a suspensão de mandato

O CDS/PP, através de Francisco Oliveira Martins, na Assembleia Municipal realizada dia 30 de abril, desafiou o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, a suspender o mandato, para se defender dos ataques que tem sido alvo, ao que o autarca respondeu que isso “era o que faltava”.
Naquela que foi a primeira intervenção do período de antes da ordem do dia, Francisco Oliveira Martins afirmou que “são inúmeras as notícias que têm levado Castelo Branco a ser referido pelas piores razões” e acrescentou que “o ambiente político está demasiadamente crispado”.
Tudo isto para avançar, dirigindo-se a Luís Correia, que “na sua última intervenção, quando das comemorações do 25 de Abril, o senhor presidente da Câmara veio apresentar a sua defesa, em ambiente que não poderia ser mais desfasado da efeméride que se festejava e, ainda por cima, sem sequer haver, pelas circunstâncias, o direito ao contraditório”, pelo que “julgamos que não foi prestado um bom serviço à democracia, e que por este caminho, ficaremos à mercê de populismos, que ninguém quer, nem deseja”.
O deputado do CDS/PP adiantou que Luís Correia “assumiu, agora, a apresentação de diversos casos, como um ataque pessoal, mas pode ter a certeza que da parte do CDS de tal não se trata, pois estamos aqui para discutir políticas. Fiscalizar as ações do executivo, o que, aliás, é a nossa obrigação, e não para nos envolvermos em casos pessoais”.
Acrescentou que “o senhor presidente saberá porque se sente atacado pessoalmente, bem como a sua família, como refere, mas a verdade é que ao CDS apenas interessa o problema político, deixando tudo o resto, para o tribunais, caso seja esse o seu destino”.
Estas considerações foram o ponto de partida para Francisco Oliveira Martins realçar que “se o senhor presidente se dente atacado pessoalmente, então está na hora de suspender o seu mandato, e de forma livre se defender dos ataques de que diz estar a ser alvo” e conclui que “Castelo Branco merece mais e melhor, e não pode viver neste clima crispado e de suspeição, que nada contribuem para o seu desenvolvimento e credibilização da sua marca”.
Luís Correia, na resposta, explicou que a intervenção do 25 de Abril foi “no máximo institucional. Não fiz referência a ninguém em particular, nem a nenhum partido. Questionei a democracia, falei da política em Castelo Branco. Nunca referi a minha situação. Foi um pensamento sobre a forma de fazer política por algumas pessoas em Castelo Branco e fiz um apelo para que se reflita sobre o que se estava a passar”.
O autarca explicou ainda que “que alguns confundiram o discurso nas comemorações do 25 de Abril com a conferência de Imprensa realizada dias antes, aí sim, para me defender”.
Luís Coreia deixou bem claro que “era o que me faltava que, quando me fizessem ataques pessoais, me fosse embora. Estou a ser atacado enquanto presidente da câmara” e sublinhou que “na minha vi-da sempre assumi os erros e não ando com rodriguinhos”.
Tudo para reforçar que “não admito que procurem partir de determinadas ações para me enxovalharem e à minha família” e conclui que “era o que faltava que quando me fazem ataques pessoais me fosse embora. Isso é o que queriam. Esteja descansado que não é por aí que eu me vou embora”.
António Tavares

08/05/2019
 

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