EM SESSÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Câmara tem contas de 2018 aprovadas por maioria
A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou, dia 30 de abril, por maioria, com 31 votos a favor do Partido Socialista (PS), seis votos contra do Partido Social Democrata (PSD) e do Bloco de Esquerda (BE) e duas abstenções, do CDS/PP e da Coligação Democrática Unitária (CDU), o Relatório de Contas de 2018, da Câmara.
Na apresentação do Relatório e Contas, o presidente da Câmara, Luís Correia, afirmou que as contas relativas ao ano passado, que foi “um ano que de acertos contabilísticos, representam um município sustentável económica e financeiramente” e destacou que “foram transferidas receitas correntes para despesa de capital, cerca de 11 milhões de euros, o que demonstra o equilíbrio que a Câmara tem e como é gerida”.
Luís Correia que mais à frente realçou que em matéria de execução “estamos a viver tempos muito difíceis”, porque “há falta de empresas de construção civil para fazer as obras”, ou seja, “há dificuldade de executar obra e, depois, isso reflete-se na despesa de capital”.
De qualquer modo, Luís Correia sublinha que “temos as contas equilibradas conseguimos fazer investimento e conseguimos amortizar dívida”.
No período de discussão deste ponto da ordem de trabalhos, João Pereira, da banca socialista, fez questão e destacar “a boa saúde financeira da autarquia, sempre com superavit orçamental”.
Já da parte das outras bancadas, as considerações foram poucas, uma vez que o PSD, através de José Alberto Duarte, apenas se limitou a avançar que se ia abster, porque este não era o relatório e contas do seu partido, enquanto BE e CDS/PP não fizeram qualquer comentário.
Pela CDU, João Pedro Delgado afirmou que “a execução global é positiva”. Mas os elogios não ficaram por aqui, uma vez que ao referir-se às despesas com o pessoal, considerou que “21 por cento é um valor muito saudável, quando comparamos com outros municípios”.
João Pedro Delgado não deixou de questionar “os valores das transferências de capital, 4,5 milhões de euros, o que corresponde a quase 10 por cento do orçamento. É um valor significativo. Não estamos contra, mas um valor desta dimensão devia refletir-se em relatórios claros e em planos de atividade das associações”, aproveitando para defender a criação de um regulamento que enquadre a atribuição destas verbas.
António Tavares