24 de abril de 2019

ATÉ 15 DE DEZEMBRO
Exposição mostra Retratos do Cinema, Teatro e Televisão

A Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, recebe, até 15 de dezembro, a exposição Retratos do Cinema, Teatro e Televisão, da autoria do fotógrafo José Pinto Ribeiro. Inaugurada a 13 de abril, com a presença do autor, a mostra reúne 52 fotografias de algumas das principais caras que têm marcado o cinema, o teatro e a televisão portuguesa das últimas décadas.
Rui de Carvalho, Eunice Munoz, Diogo Morgado, Soraia Chaves ou Ricardo Pereira são apenas alguns dos atores fotografados nesta exposição, onde a opção pelo preto e branco e pelo grande plano surpreendem o espetador. Tratam-se de retratos sobre um fundo preto, sem artifícios, onde a proximidade permite revelar rugas, sardas e sorrisos e deixa transparecer traços da personalidade de cada um destes nomes conhecidos do grandes público.
Embora a fotografia seja uma paixão antiga que teve origem na infância, quando ajudava o pai, fotógrafo amador, no processo de revelação na câmara escura e aguardava a magia de ver as imagens aparecer no papel, só muito mais tarde José Pinto Ribeiro se tornaria fotógrafo profissional.
Natural das Caldas da Rainha, licenciou-se em Tecnologia Cerâmica, no Reino Unido, e foi ceramista durante 13 anos. Quando a área passou por um período de crise, mudou de rumo e viveu no mar como velejador durante sete anos.
A fotografia entraria na sua vida como profissão através de um convite para trabalhar na produtora SP Televisão, onde foi fotógrafo de cena e fez uma série de retratos de atores, o que resultaria na publicação de um primeiro livro. Seguiu-se o desafio da Academia Portuguesa de Cinema para que registasse o rosto dos seus 160 membros, de forma a imortalizar em papel os diversos intervenientes que interpretam, criam e fazem parte do cinema nacional.
A mostra que agora se apresenta em Vila Velha de Ródão vem no seguimento destes projetos e reúne fotografias de 52 atores bem conhecidos por todos.
José Pinto Ribeiro explicou que, ao contrário do que seria expectável, os atores nem sempre são fáceis de fotografar. “Contrariamente ao que fazem todos os dias, peço-lhes que olhem de frente para a câmara, não lhes dou um guião e não têm marcações definidas para se movimentarem… e isso deixa-os desconfortáveis”, revelou, acrescentando que um dos aspetos que mais gosta do seu trabalho é precisamente a parte em que tenta que se descontraiam para obter fotografias que mostrem a sua verdadeira personalidade.
São estes rostos que vai ser possível ver olhos nos olhos, até 15 de dezembro, na Casa de Artes e Cultura do Tejo. Ao longo deste período, serão também desenvolvidos em torno da exposição passatempos e diversos workshops.

24/04/2019
 

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