24 de abril de 2019

“TOMAREI TODAS AS MEDIDAS LEGAIS AO MEU DISPOR E ALCANCE PARA PÔR UM PONTO FINAL NESTA CAMPANHA DE DIFAMAÇÃO”
Luís Correia diz “basta” no caso da L’Atitudes

O presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, face à polémica em torno da L’Atitudes – Associação para a Dinamização de Projetos e Redes Globais de Cooperação e Desenvolvimento – ONGD, veio a público, esta terça-feira, 23 de abril, em conferência de Imprensa, afirmar que considera “imperioso, sem margem para qualquer dúvida e comprovável por todo ou quaisquer documentos, que não participei nem direta, nem indiretamente, na criação da L’Atitudes”, pelo que, sublinha, “todas as notícias que afirmem, ou reproduzam, a ideia de que o atual presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco criou a associação L’Atitudes são falsas e estão a induzir deliberadamente os leitores em erro”.
Para sustentar esta posição, Luís Correia recorda que “a L’Atitudes foi criada em 2010 e só em 2013, três anos após a sua criação, entrei como associado para a associação”, acrescentando que “na L’Atitudes assumi apenas e só o cargo de presidente do Conselho Fiscal e não fui responsável, nem participei, na tomada de qualquer decisão no âmbito do funcionamento ou ação da associação, nomeadamente quanto à apresentação da candidatura para obtenção de fundos comunitários para recuperação do imóvel”.
O autarca destaca igualmente que “a minha participação nas votações, na Câmara, em que foi decidido a favor das solicitações da L’Atitudes, seja na disponibilização do edifício da Câmara em regime de comodato, seja na atribuição de apoio financeiro para comparticipação das obras de recuperação do edifício não pode ser posta em causa”, porque “como membro do executivo camarário era do interesse do Município, logo do interesse público, a recuperação do edifício, que é basicamente a questão que está em apreço”, mas também porque “o facto de ser associado da L’Atitudes, com funções como presidente do Conselho Fiscal e não da Direção, não poderia ser óbice à prossecução do interesse público, por parte de qualquer uma das entidades”.
Por isso Luís Correia afirma entender que “não só não existiu qualquer conflito de interesses, como defendo que o subsídio aprovado por unanimidade pelo executivo camarário não pode ser entendido senão como uma medida de apoio à valorização e recuperação de património da Câmara de Castelo Branco, uma decisão que permitiu a requalificação de um imóvel que, de outra forma, continuaria, com grande probabilidade, em ruínas e devoluto”.
Acrescenta que “quero afirmar, clara e inequivocamente, que ao mesmo tempo que estou a clarificar o facto de não ter criado ou participado na criação da L’Atitudes, não ponho em causa, em nenhum momento ou circunstância, a boa fé que esteve na génese da associação e que pautou as decisões tomadas”.
Já noutra perspetiva, Luís Correia frisa que “ao longo destas semanas tenho-me mantido em silêncio, mesmo quando a campanha de desinformação, de manipulação e de calúnia se estendeu e envolveu já diversos outros membros da minha família, numa escalada que terá poucos exemplos semelhantes a nível nacional” e, daí, acreditar que “é a hora de dizer basta”, até porque “aquilo a que estamos a assistir é uma ação concertada de tentativa de descredibilização, de ataque pessoal, de ofensa à minha pessoa e à minha família”.
A par deste “basta”, Luís Correia garante que “a partir deste momento e com efeitos imediatos, tomarei todas as medidas legais ao meu dispor e alcance para pôr um ponto final nesta campanha de difamação com a qual me tentam atingir e paralisar, mas que põe também em causa o bom nome dos Albicastrense e do nosso município”.
O autarca avança ainda que “perante os mais recentes acontecimentos noticiosos, em que se incluem pseudo crónicas jornalísticas ou pseudo exercícios de opinião e humor, não posso concluir senão que estamos perante uma campanha orquestrada com o único propósito de me atingir, custe o que custar, sem olhar aos factos. Uma campanha política deturpada e perturbada, porque não só ignora os factos, como não hesita em construí-los ou moldá-los, para manter este assunto na agenda mediática”.
Por tudo isto Luís Correia não hesita em afirmar que “nunca a política chegou a níveis tão baixos em Castelo Branco” e garante que pela sua parte “Castelo Branco continuará a ser notícia por ser uma terra de desenvolvimento, de qualidade de vida, de modernidade e cultura, de inovação e tradição”.
Luís Correia recordou também que “a ação judicial de perda de mandato tem julgamento marcado para o próximo mês”, para defender que “sobre essa questão não direi uma única palavra. Deixo apenas uma garantia. Seja qual for a decisão do Tribunal, após o dia 21 de maio, no que me diz respeito, nada voltará a ser como antes, irredutível que estou na defesa da verdade, da elevação, da ética, na prática política no nosso concelho”.
António Tavares

24/04/2019
 

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