2 de dezembro de 2015

Idanha-a-Nova recebeu seminário sobre reciclagem
Atraso no funcionamento do centro de registo de resíduos elétricos preocupa Quercus

Pedro Carteiro, da Quercus mostrou-se preocupado com os atrasos no funcionamento do centro de coordenação e registo de resíduos elétricos e eletrónicos (REEE), que segundo o ambientalista já devia estar em funcionamento desde maio deste ano, o que ainda não aconteceu.
O ambientalista, que se deslocou a Idanha-a-Nova, na passada quarta-feira, dia 25 de novembro, para participar no seminário Reciclar é Proteger o Futuro, promovido pela Valnor e pela câmara local, no âmbito da Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, explicou que “em Portugal, o mercado de equipamentos elétricos e eletrónicos (EEE) anda nas 150 toneladas e só são recolhidas 49,9 toneladas”, sendo que “a recolha por habitante de REEE é de 4,8 quilogramas”.
Este responsável adiantou ainda que a recente legislação prevê a existência de um centro de coordenação e registo para os EEE, cuja importância é relevante para a boa gestão dos REEE.
O centro tem como objetivo o registo dos produtores de EEE e dos intervenientes na recolha e tratamento dos REEE, além de implementar e gerir um mecanismo de compensação entre entidades gestoras e participar na definição das regras de cálculo da meta nacional de recolha de REEE
“Este centro já devia estar em funcionamento desde maio”, sustenta.
Apesar da reciclagem gerar mais-valias para o País, o ambientalista diz que há ainda um percurso muito longo a percorrer.
Pedro Carteiro falou ainda dos veículos em fim de vida (VFV), onde não existem metas de recolha, “suspeita-se que pelo menos 30 por cento são geridas por sucateiras ilegais”.
Apesar disso, sustentou que se está no “bom caminho” para resolver de vez esta situação.
Já em relação ao resíduos urbanos (RU), Portugal produz cerca de cinco milhões de toneladas por ano, sendo que cerca de 60 por cento “ou são enterradas ou queimadas”.
O evento reuniu várias entidades com responsabilidade em matérias ambientais.
Reciclagem, ecologia, conservação da natureza, sustentabilidade e resíduos foram os temas apresentados perante uma plateia constituída maioritariamente por jovens estudantes.
A vice-presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Idalina Costa, esteve presente neste seminário e referiu que “eventos como este têm o condão de nos lembrar que há sempre mais e melhor a fazer na implementação de políticas ambientais, políticas de preservação dos recursos naturais e na gestão e valorização de resíduos”.
Na sessão de abertura, Idalina Costa esteve acompanhada pela responsável do Departamento de Comunicação da Valnor, Sandra Pedrógão, e pelo diretor do Agrupamento de Escolas José Silvestre Ribeiro, António Salgueiro.
O evento contou com intervenções da Câmara de Idanha-a-Nova, do Agrupamento de Escolas, do Geopark Naturtejo, da Quercus, da Valnor e da Good Mood, responsável pela organização do Boom Festival.

02/12/2015
 

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